antes que eu comece a ficar louca.
antes que eu comece a ficar (mais) velha.
antes que eu comece a perder o sono de verdade.
antes.
a minha vida é assim mesmo, as coisas são sempre muito intensas, muito fortes. e me consomem na mesma proporção, criando fantasmas, criando expectativas enormes que viram frustrações na mesma proporção.
sim. eu sei que mais do que nunca eu não posso reclamar de nada. de novo. como sempre.
mas é uma experiência tão intensa que, se falha um milímetro, por conta dos outros, eu me sinto inteira errada. inteira.
e como eles não dão bola pra nada mesmo, tudo é uma bobagem, eles fazem um estrago bem grande.
em mim, nas minhas concepções.
na minha autoestima (tudojuntopelanovaortografia).
e aí sobra o bagaço. a utopia falida, que acredita piamente que minha profissão é a única indispensável no mundo.
não é.
nada é indispensável.
e meus alunos estão aí. pra me mostrar que é isso mesmo a nova ordem mundial.
pronto.
agora vou poder pensar em outra coisa durante o resto de tempo que me sobra no dia, entre as aulas e as correções das provas.
Um comentário:
pensa ni mim! uéucam béqui.
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